sábado, 12 de outubro de 2013

Cometa Halley: um solitário iceberg vagando no espaço

Ao observar um cometa através de um telescópio, as únicas coisas que podemos ver são a cauda e a cabeleira, formadas pela nuvem de gás e poeira que sublimam ao se aproximar do Sol. Apesar de sabermos que os cometas são formados do material primordial que formou o Sistema Solar, é impossível ver o seu núcleo, que aparentaria um iceberg bastante sujo. 



Em 1986, no entanto, os cientistas conseguiram observar pela primeira vez o núcleo de um cometa e constataram que os errantes viajantes são mesmo verdadeiros icebergs que vagam pelo espaço. E a constatação não foi feita em um cometa qualquer. Para compreender um pouco mais sobre esses astros os pesquisadores escolheram o cometa Halley, que a cada 76 anos penetra o Sistema Solar e causa grande sensação aqui na Terra.
Para observar o Halley bem de perto, a agência espacial europeia enviou ao espaço a sonda automática Giotto, que se tornou a primeira nave a se encontrar com um cometa e observá-lo à medida que se aproximava do Sol. E o resultado não poderia ser diferente.
Na medida em que se aproximava, valiosas informações eram enviadas à Terra e ajudaram os cientistas a compreender um pouco mais sobre esses ilustres visitantes.
Os dados também permitiram aos pesquisadores criarem imagens impossíveis de serem feitas da Terra, como a mostrada acima. Nela, o núcleo congelado do cometa, de aproximadamente 15 km de comprimento, é visto com nitidez impressionante. Pela cena, detalhes escuros do núcleo cometário são vistos à direita enquanto o material sublimado (que passa do estado sólido para o estado gasoso) é visto fluindo na forma de cauda e cabeleira.
Estima-se que a cada aproximação do cometa Halley cerca de seis metros de seu núcleo se perde na vaporização. Esse material se dispersa na forma de uma larga esteira de fragmentos que vaga pelo espaço e se choca com a Terra duas vezes por ano, provocando a chuva de meteoros Oriônidas, visível no mês de outubro e a chuva de meteoros Eta Aquarídeas, visível no mês de maio. 

Fontes da Foto: Cometa Halley, fotografado pela sonda europeia Giotto em 1986. Crédito: Halley Multicolor Camera Team, Giotto Project, ESA.

Fonte:Apolo11.com

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Hubble vê um colorido galáxia lenticular


A NASA / ESA Telescópio Espacial Hubble capturou uma galáxia bonita que, com a sua área avermelhada e amarela central, mais parece uma explosão de um filme de Hollywood. A galáxia, chamada NGC 5010, está em um período de transição. A galáxia está se movendo sobre o envelhecimento da vida como uma galáxia espiral, como a nossa Via Láctea, a um tipo mais velho, menos definido chamado uma galáxia elíptica. Nesta fase no meio, os astrônomos se referem a NGC 5010 como uma galáxia lenticular, que tem características de ambas as espirais e elípticas.

NGC 5010 está localizada cerca de 140 milhões de anos-luz de distância na constelação de Virgo (Virgem). A galáxia é orientado de lado para nós, permitindo que o Hubble para olhar para ele e mostrar as escuras, empoeiradas bandas, remanescente de braços espirais. NGC 5010 nomeadamente começou a desenvolver uma grande protuberância no seu disco, uma vez que assume uma forma mais arredondada.

A maioria das estrelas em NGC 5010 são vermelho e idosos. A galáxia não contém todos os muitos que das estrelas rápida de vida azuis comuns em galáxias mais jovens que ainda ativamente produzem novas populações de estrelas.

Grande parte do combustível empoeirado e gasosos necessária para criar novas estrelas já foi usado em NGC 5010. Com o tempo, a galáxia vai crescer cada vez mais "vermelho e morto", como os astrônomos descrevem galáxias elípticas.

Advanced Camera for Surveys do Hubble tirou esta imagem em luz violeta e infravermelho.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Anotomia das galáxias

        As galáxias são agrupamentos estrelares, além de gás, poeira cósmica e outros objetos  celestes em constante movimento. Cada uma delas comporta centenas de milhões de estrelas. O centro galáctico concentra a maior quantidade de estrelas. A forma e o tamanho das galáxias são bastante variáveis. A via láctea, por exemplo, tem forma espiral e mede 100 mil anos-luz de um braço a outro. Para dar uma possivel idéia do que isso significa, basta imaginar que fosse possível viajar em uma nave interestelar na velocidade da luz (300 mil km/s), levaria 100 mil anos para cruzar de um extremo a outro.

VIA LÁCTEA
       Vista de perfil, nossa galáxia assemelha-se a um disco achatado inflado no centro. Ao redor do disco há uma região esférica denominada halo, que contém aglomerados globulares de estrelas e matéria escura. O sistema solar localiza-se a aproximadamente 27 mil anos-luz do centro galáctico.
        A imagem abaixo mostra a via láctea vista por lado.
   Via láctea vista por lado

CLASSIFICASÃO DE GALÁXIAS POR HUBBLE
ELÍPTICAS

Galáxias em forma elípticas sem disco nem braços espirais. Quase não têm gás nem poeira cósmica. Suas massas são variáveis.      


ESPIRAIS
Seu disco achatado é composto de estrelas, gás e poeira cósmica. Possuem dois ou mais braços espirais. O núcleo é denso.






IRREGULARES
Galáxias sem forma definida. A causa pode ser a influência de galáxias vizinhas. São abundantes em nuvens de gás e poeira.







sexta-feira, 26 de outubro de 2012

A1060 - O Aglomerado Hydra

Junto com o aglomerado de Virgem e o aglomerado Centaurus (A3526), o aglomerado Hydra é um dos três aglomerados dentro de 200 milhões de anos-luz. Abaixo está uma fotografia do aglomerado Hydra. As galáxias são vistas aqui como bolhas brancas. Devido ao aglomerado estar disperso através de 2 graus do céu, existem muitas estrelas em primeiro plano, nesta imagem. A brilhante estrela laranjada no centro da imagem é HR4162 - uma gigante vermelha de magnitude cinco, distante 480 anos-luz.
Abaixo: este é um mapa do aglomerado Hydra. Este mapa mostra a posição de 72 brilhantes galáxias no aglomerado e ao seu redor. As três galáxias dominantes, no centro do aglomerado são duas galáxias elípticas, NGC3309 e NGC3311 e uma grande galáxia espiral, NGC3312. Todas as tres galáxias possuem um diâmetro maior que 150 mil anos-luz.

O que há no universo

O QUE HÁ NO UNIVERSO
          Pode-se dizer com correção estrelas nascem, evoluem e morrem. Porém, esse modo simplista de descrever a trajetória de uma estrela esconde o que  há de mais impressionante nesses pontos brilhantes do céu. Afinal, cada estrela tem a sua história. algumas podem ser tão grande, muitas e muitas vezes maiores que o Sol, que brilham intensamente durante sua curta existência e explodem espetacularmente como supernovas. A imagem abaixo mostra uma grande estrela chamada: nebulosa ETA CARINE.
    Nebulosa ETA CARINE com diâmetro superior a 200 anos-luz, é uma das maiores e mais brilhantes da via lâctea. esta jovem estrela de massa gigantesca pode terminar como supernova na previsão dos cientistas.

EVOLUÇÃO ESTRELAR
       As estrelas nascem em nebulosas, gigantescas nuvens de gás - principalmente hidrogênio - e poeira cosmica. Sua existêmcia pode durar milhões ou milhares de milhões de anos. As maiores têm menos tempo de vida porque consomem hidrogênio, Seu combustível nuclear, a um ritmo muito acelerado. Estrelas como o Sol, por sua vez, queimam combustível a um ritmo mais lento e podem durar cerca de dez bilhões de anos. O fim de uma estrela varia conforme seu tamanho e densidade. Algumas podem crescer exponencialmente, outras podem explodir como supernova.

CICLO DE VIDA DA ESTRELA
       A evolução de uma estrela depende de sua massa, as menores, como o sol. têm existência bem mais longa. Quando esgotam seu hidrogênio, passam a queimar hélio. Assim, suas camadas externas começam a inflar até se transformar em uma gigante vermelha. Finalmente, terminam como anãs brancas até apagar completamente. Ao expulsar as camadas restantes forman nebulosas planetárias. As estrelas de maior massa, em razão da densidade mais elevada, podem formar elementos mais pesados do que o hélio a partir de reações nucleares. No final de sua existência, o núcleo entra em colapso e expldem. Tudo o que sobra delas é um remanescente extremamente denso chamado estrela de nêutrons. Estrelas com massas maiores ainda podem formar buracos negros.

GIGANTE VERMELHA
       A foto abaixo mostra uma gigante vermelha

       Todas as estrelas passam por uma fase de gigante vermelha. Conforme a massa, Pode ter um colapso estrelar ou simplesmente apagar-se e terminar rodeada de camadas gasosas. O núcleo de uma gigante vermelha é dez vezes menor do que seu núcleo original, em razão de seu encolhimento pela escassez de hidrogênio. As supergigantes, com massa inicial superior a oito vezes a do sol, vivem muito menos. Explodem pela alta densidade de seu núcleo, não resiste á propria gravidade e colapsa sobre si mesmo.

ANÃ BRANCA
       A foto abaixo mostra uma anã branca

      Depois de passar pela fase de gigante vermelha, as estrelas do tipo solar perdem suas camadas externas, originando uma nebulosa planetária. Em seu centro resta uma anã branca, objeto relativamente pequeno, muito quente (200.000 c) e denso. A anã branca, então, perde gradativamente calor até se apagar por completo.

NEBULOSA PLANETÁRIA
          A foto abaixo mostra uma planetaria
 
          Quando estrelas pequenas morrem, tudo o que sobra são enormes globos de gases em expansão - é o que se conhece como nebulosas planetárias, que, apesar do nome, não tem relação com planetas. De modo geral, apresentam-se como objetos simétricos e esféricos. As massas gasosas em espansão são compostas principalmente por hidrogênio. Visualmente chamam a atenção pelas belas formas. Ao observar o centro dessas nebulosas, distigue-se a anã branca, o vestigio da estrela precusora.

SUPERNOSVAS
         A foto abaixo mostra uma supernova
 
           São as extraordinárias explosões de estrelas gigantes que marcam o seu fim. A explosão que põe fim á vida de uma estrela supergigante ocorre porque seu pesadíssimo núcleo de ferrro não é capaz de suportar a própria gravidade.  Sem fusão nuclear em seu interior, a estrela colapsa, expulsando para o exterior resíduos de gases que se expadem e brilham pro centenas ou minlhares de anos. Os elementos espulsos durante a explosão da estrela fornecem material ao meio interestelar. A partir dele, formamse novas gerações de estrelas.

BURACO NEGRO E ESTRELA DE NÊUTRONS
           A imagem abaixo mostra um buraco negro e logo depois uma foto ilustrativa da estrela de nêutrons


           Os objetos - matérias au luz- que se aproximam do buraco negro são engolidos pro ele. O horrizonte de eventos marca seu limite. Um objeto que atravesse o horizonte de eventos seguirá uma tragetória espiral em direção ao poço gravitacional. Alguns cientistas acreditam na existência dos chamados buracos negro de mihoca(wormholes, em inglês), que seriam "tuneis" pelos quais se poderia viajar pelo universo. Aproveitando a curvatura do espaço, seria possivel, em tese, viajar da terra a outros pontos do universo.
         Quando a estrela inicial tem entre 10 e 20 massas solares, sua massa final será superior á do sol. Apesar de ter perdido grande quantidade de matéria durante o processo de reações nucleares, a estrela acaba com um núcleo bastante denso. Por seus intensos campos magnéticos e gravitacionais, a estrela pode se transformar em pulsar - objeto que apresenta alta velocidade de rotação sobre  seu eixo, o que permite a emissão de ondas de rádio e, em alguns casos, de raios X.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Telescópio descobre espiral ao redor de estrela

Telescópio descobre espiral ao redor de estrela

Os astrônomos encontraram o espiral ao analisar uma imagem que foi captada por cientistas graças ao Telescópio ALMA.

  
A R Sculptoris é considerada uma estrela que libera gases que ajudam na criação de objetos celestes.

O Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriu uma estrutura espiral de gás totalmente inesperada ao redor da estrela gigante vermelha, a R Sculptoris. Essa é a primeira vez que os astrônomos encontram uma composição dessas ao redor de uma estrela com essas características.
 
A R Sculptoris é considerada uma estrela que libera gases que ajudam na criação de objetos celestes. Os astrônomos encontraram o espiral ao analisar uma imagem que foi captada por cientistas graças ao Telescópio ALMA.
Ele fica na região do Atacama, no norte do Chile. O telesócpio ainda está em construção, mas até 2013 terá 66 antenas ao longo de 16 quilômetros funcionando como um único equipamento.
A descoberta pode indicar a provável existência de uma segunda estrela em órbita da primeira estrela. Porém, ela nunca tinha sido observada antes.
Os astrônomos também ficaram surpresos por uma estrela gigante vermelha ejetar muito mais material do que o esperado. Por liberar muita matéria, essas estrelas contribuem para a poeira e gás que constituem a matéria-prima na formação de futuras gerações de estrelas, sistemas planetários e até mesmo a vida.

 

7 fotos coloridas de Marte feitas pelo Curiosity

7 fotos coloridas de Marte feitas pelo Curiosity

Confira as imagens do planeta vermelho tiradas pelo robô da NASA







 

Cratera Gale

O jipe-robô Curiosity, da Nasa, pousou em Marte em 6 de agosto. Pouco tempo após a aterrissagem, ele já começou a trabalhar e enviou imagens para a central de controle da Nasa, em Pasadena, na Califórnia, nos Estados Unidos.
As primeiras fotos estavam em preto e branco e com baixa resolução. Por isso, elas foram muito criticadas pelo público. Alguns dias após o começo de sua missão, o Curiosity já começou a enviar imagens do planeta vermelho em alta resolução.
Essas fotografias, por exemplo, mostram parte da Cratera Gale. Curiosity já pousou nesse local e ficará por lá até o final de sua missão, que deve demorar dois anos.

 

Evolução Da Via Láctea, Telescópio Flagra Milhões de Estrelas Juntas!

Evolução Da Via Láctea, Telescópio Flagra Milhões de Estrelas Juntas!

 O mundo está cheio de surpresas maravilhosas, a cada dia o homem descobre novidades sobre o planeta, a galáxia e os espaços do universo inteiro. Através de um telescópio Vista, do Observatório Europeu do Sul (ESO), foi observado o maior número de aglomerados estelares abertos já encontrado na Via Láctea. Foram vistos 96 conjuntos que estavam escondidos atrás da poeira cujas imagens foram divulgadas nesta quarta-feira (3) pelo observatório. Muito interessante, mesmo, você não acha? Evolução Da Via Láctea, Telescópio Flagra Milhões de Estrelas Juntas

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Revisitando os pilares "da Criação

 Revisitando os pilares "da Criação
O Observatório Espacial Herschel capturou esta imagem da Nebulosa da Águia, com seu gás frio e poeira intensa. Os "Pilares da Criação", que ficou famosa por Espaciais da NASA Hubble em 1995, são vistos dentro do círculo. Crédito da imagem: ESA / Herschel / PACS / SPIRE / Hill, Motte, HOBYS Consórcio Programa chave
 Em 1995, o Hubble Space Telescope da NASA tirou uma imagem icônica da nebulosa Águia, apelidado de "Pilares da Criação", destacando seu dedo-como pilares onde novas estrelas estão pensados ​​para estar se formando. Agora, o Observatório Espacial Herschel tem uma visão nova e expansiva da região capturada em maior comprimento de onda de luz infravermelha.

A missão é liderada por Herschel da Agência Espacial Europeia, com importantes contribuições NASA.

A nebulosa Águia é 6.500 anos-luz de distância, na constelação Serpens de. Ele contém um jovem, aglomerado de estrelas quentes, NGC6611, visível com telescópios quintal modesto, que está esculpindo e iluminando o gás circundante e poeira. O resultado é uma enorme cavidade oca e pilares, cada vários anos-luz de comprimento.

A imagem mostra o Herschel novos pilares eo amplo campo de gás e poeira ao seu redor. Capturado em comprimentos de onda do infravermelho distante, a imagem permite aos astrônomos ver o interior dos pilares e estruturas na região. Imagem Herschel também torna possível a busca de jovens estrelas sobre uma região muito mais ampla, e chegar a uma compreensão muito mais completa das forças criativas e destrutivas dentro da nebulosa da Águia.

Leia a história da Agência Espacial Européia em http://www.esa.int/SPECIALS/Herschel/SEMG4NMXDXG_0.html # subhead5.

Herschel é um European Space Agency missão fundamental, com instrumentos científicos fornecidos por consórcios de institutos europeus e com participação importante pela NASA. Herschel, da NASA, Office Project é baseado no Jet Propulsion Laboratory da NASA, Pasadena, Califórnia JPL contribuiu missão permitindo que a tecnologia de dois dos instrumentos Herschel três ciência. A NASA Herschel Science Center, parte do processamento do infravermelho e do Centro de Análise do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, Estados Unidos apóia a comunidade astronômica. Caltech gerencia JPL da NASA.

Mais informações está disponível online em http://www.herschel.caltech.edu, http://www.nasa.gov/herschel e http://www.esa.int/SPECIALS/Herschel.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

o que há no universo

Pode-se dizer com correção que estrelas nascem, evuluem e morrem. porém, esse modo simplista de escrever a trajetória de uma estrela esconde o que há de mais impressionante nesses pontos brilhantes do céu. afinal, cada estrela tem a sua história. algumas podem ser tão grandes, muitas e muitas vezes maiores do que o sol, que brilham intensamente durante sua curta existência e explodem espetacularmente como supernovas.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

o que é universo

O universo é tudo que existe.das menores partículas, como as que constituem os átomos, aos maiores objetos, do porte de plenetas e estrelas, junto com toda a metéria e energia. inclui o que é visivel e o que não é possivel enxergar; como a chamada matéria escura que responde por boa parte da massa do cosmos. esta viagem pelo universo começa pela nossa localigação nos cosmos. da terra olhamos para o que há acima de nós, em direção ás estrelas. do sistema solar, saímos para a vizinhança estrelar, daí para a via láctea e, então, para fora de nossa galáxia até perceber que o universo é formado por bilhões e bilhões de outras galáxias. tudo teve um começo no big bang, mas o que o futuro reserva para o destino do universo?

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

os segredos do universo

os segredos do universo
houve ma época em que os homens acreditavam que as estrelas eram fogueiras acessas no céo por outras tribos; que o universo era uma placa plana que se sustentava sobre o casco de uma tartaruga gigante; ou que a terra,segundo afirmava o astrônomo grego ptolomeu, no século II, encontrava-se imóvel no centro do céu.
desde os tempos mais remotos, o homen sentiu curiosidade em desvendar os segredos da abóbada celeste.e essa curiosidade o levou a construir telescópios que permitem ver com nitidez objetos que antes pareciam inalcançaveis.
seja qual for o destino do universo,o creto é que vai demorar varios bilhões de anos para acontecer.

domingo, 27 de novembro de 2011

Poluição Luminosa: Causas, Consequências e Soluções

Todos os astrónomos amadores (e também profissionais), mais cedo ou mais tarde, enfrentam este pesadelo chamado poluição luminosa, com foco particular nos grandes centros urbanos, onde a visibilidade do céu, devido à estrutura deficiente da iluminação pública, se torna bastante reduzida. Aqueles que, como eu, vivem perto do centro de uma grande cidade, não conseguem tirar o máximo partido do telescópio e são obrigados a, quando possível, “fugir” para zonas mais rurais e assim conseguir uma boa noite de observações.
Quantos de vocês, habitantes das cidades, alguma vez conseguiram olhar para o céu e ver algo semelhante à fotografia em baixo (captada por Stéphane Guisard)?

O que é a Poluição Luminosa?

De um modo geral, a poluição luminosa é o excesso de luz artificial emitido pelos centros urbanos, com destaque para as grandes cidades. Pode ser emitida de diversas formas, como através de grandes anúncios publicitários, luzes externas nos edifícios, entre outros, mas a principal fonte desta poluição reside na iluminação pública.

Causas da Poluição Luminosa

A iluminação pública é absolutamente essencial. Ponto. Nenhum astrónomo amador ou mero curioso das estrelas sugere desligar as luzes das cidades e causar danos na segurança das pessoas, provocando acidentes de trânsito e contribuindo para o aumento da criminalidade. Todas as cidades devem ter um sistema de iluminação nocturna e os candeeiros estão muito bem onde estão. Então, qual é o problema?

São os próprios candeeiros.
Para que a iluminação seja suficiente, a luz deve vir do topo e dirigir-se única e exclusivamente para baixo, ou seja, para as ruas, onde as pessoas e o trânsito circulam. No entanto, boa parte dos candeeiros não foram desenhados nesse sentido. Uns, distribuem também a luz no sentido horizontal ás lâmpadas e outros, que são os piores em termos de eficiência e poluição, projectam a luz para cima, ou seja para as nuvens. Meus caros! Os aviões não precisam disso! Muito menos as nuvens.
O alvoroço em torno da poluição luminosa começou a instalar-se nos grupos de astrónomos amadores dos EUA, na década de 80, onde com alguma pressão junto dos poderes locais, conseguiram que a iluminação pública fosse corrigida em vários sítios. Ainda assim, a verdade é que cerca de 2/3 da população dos EUA e cerca de metade da população da União Europeia, perdeu a visibilidade da Via Láctea a olho nu.
 Em zonas com pouca ou nenhuma poluição luminosa, a Via Láctea é observável à vista desarmada
 Por sua vez, numa zona urbana com poluição luminosa, o céu é bastante mais pobre e só as estrelas mais brilhantes se conseguem destacar

Para se ter uma real noção deste problema, um relato verídico: em 1994, um terramoto em Northridge deitou abaixo a energia eléctrica da cidade de Los Angeles, quebrando portanto a iluminação pública. Pouco depois de isso acontecer, tanto a polícia como os centros de emergência, receberam chamadas telefónicas de pessoas inquietas, devido à presença de uma grande mancha nebulosa a atravessar o céu. Estas pessoas estavam, pela primeira vez, a observar a Via Láctea. A poluição luminosa fez com que a visão da Via Láctea, fosse mais uma lenda do que uma realidade.

Consequências da Poluição Luminosa

A quantidade de estrelas que se conseguem observar nas cidades, devido à poluição luminosa, é assustadoramente pequena quando comparado com o céu das zonas mais rurais, ficando assim as pessoas quase totalmente privadas de apreciar a beleza do céu nocturno, uma visão que as nossas gerações passadas contemplaram sem dificuldade mas que se vê a cada ano mais ameaçada – aliás toda a protecção da paisagem nocturna é largamente desvalorizada, por questões que me ultrapassam.

Uma iluminação pública mal concebida:
  • É um desperdício de energia, pois é necessária uma maior quantidade de luz para que ilumine suficientemente as ruas, já que a maioria é dispersa para a atmosfera;
  • Sendo um gasto energético desnecessário, isso significam custos que se podem considerar elevados, e que saem integralmente das carteiras dos contribuintes;
  • A projecção horizontal e para as nuvens, bloqueia a luz dos astros, reduzindo em larga percentagem os objectos observáveis no céu.
  • A poeira atmosférica difunde a luz que lhe é projectada e forma o conhecido halo nocturno em torno das grandes cidades;
  • Este tipo de projecção da iluminação não trás qualquer vantagem ou benefício aos cidadãos, que só usufruem da porção de luz que é direccionada para o chão.

Além do aspecto económico e científico, a poluição luminosa afecta o sistema biológico humano (que necessita de períodos de escuridão para efeitos reparadores e equilíbrio emocional), as aves (fortemente desorientadas pela luz projectada para a atmosfera), os peixes (causando danos nos olhos destes) e as plantas (desequilibra a fotossíntese e altera a polinização). A diminuição de insectos e consequente aumento de pragas, bem como alterações nas posturas das tartarugas e outros desequilíbrios no ecossistema já foram também relatados e estudados.

Soluções contra a Poluição Luminosa

A melhor forma de evitar o problema, é resolvê-lo de raiz. Basta que as autarquias substituam os candeeiros pouco eficientes por outros mais eficientes. Não é necessário que o poder local tenha alguma simpatia pelos astrónomos amadores, porque os candeeiros pouco eficientes aumentam em cerca de 40% o consumo de energia das cidades, facto mais do que suficiente para começar a corrigir essa situação tão breve quanto possível. A seguir podemos ver um exemplo da diferença na visibilidade consoante a projecção dos candeeiros:
 Nesta imagem temos os candeeiros de iluminação que projectam a luz em todas as direcções, que são os que piores efeitos produzem e mais energia desperdiçam
 Estes candeeiros são um pouco melhores, embora continuem a projectar luz desnecessáriamente, como no sentido horizontal, onde não é aproveitada
 Por sua vez, aqui estão exemplificados os candeeiros com melhor eficácia energética. Repare-se que ao projectar a luz apenas para a estrada, esta fica tão ou mais iluminada do que nos 2 exemplos anteriores, com a diferença de que o céu está muito menos poluído.

Por parte dos astrónomos amadores, existem algumas medidas que se podem adoptar para tentar contornar este problema, na certeza porém que a observação numa grande cidade nunca será de grande qualidade. Por esse motivo, a maioria das observações que se fazem em centros urbanos, limitam-se aos objectos mais brilhantes, como a Lua ou os planetas mais próximos da Terra.
Dicas para tentar evitar a poluição luminosa

  • Adquirir equipamento a pensar na portabilidade, ou seja, que se possam transportar com facilidade para zonas mais escuras;
  • Utilizar filtros especiais de redução da poluição luminosa (na foto acima);
  • Não iniciar a observação antes de uma adaptação dos olhos à escuridão (cerca de 30 minutos);
  • Fazer as observações a partir das 2h, hora em que a agitação atmosférica é menor, assim como o trânsito nas ruas.
A não resolução deste problema, além de tudo o que já foi mencionado como o gasto energético e financeiro injustificado, o impacto ambiental, nas plantas, nos animais e no próprio sistema biológico humano, é também uma ameaça à astronomia feita a partir da Terra. Mesmo os maiores telescópios do mundo, construídos em locais afastados para evitar a poluição luminosa, estão naturalmente inquietos, pois com o aumento da população e da expansão dos centros urbanos, os locais que outrora eram calmos e sem qualquer interferência, podem deixar de o ser.
Por mais pequena que seja a interferência luminosa terrestre nos observatórios, é suficiente para que os telescópios deixem de poder detectar e observar as galáxias mais distantes e os objectos mais ténues. A única alternativa a esta situação seria a observação quase exclusiva a partir de telescópios em órbita, algo que parece financeiramente impossível de suportar, tendo em conta que até o Telescópio Espacial Hubble, telescópio histórico, ímpar e que já tanto contribuiu para o nosso conhecimento, esteve em risco de desactivação por questões de orçamento…

Meteorito de 1kg Fura Telhado

Todos os dias caem na Terra cerca de 410kg de meteoritos, na sua grande maioria pequenos e que se desfazem em minúsculos fragmentos, quando entram em contacto com a nossa atmosfera. No entanto, no passado dia 30 de Abril, pelas 6h da manhã, um meteorito com cerca de 1kg, furou literalmente o telhado a Mr. Alfreda, habitante na aldeia de Soltmany, perto da cidade de Gizycko, Polónia.

As Estrelas Mais Antigas do Universo

A nova imagem do Telescópio Espacial Hubble, com uma observação fantástica do enxame de estrelas M5 (Messier 5), na verdade mostra-nos algumas das estrelas mais antigas do Universo.

Sendo um dos enxames mais velhos da nossa Via Láctea, nesta imagem podemos observar estrelas que já foram formadas há mais de 12 mil milhões de anos atrás. No entanto, “misturam-se” nas mesmas várias estrelas jovens, que com o seu brilho azul oferecem à imagem um mix de cores bastante interessante.
O enxame M5 situa-se a cerca de 25 mil anos luz da Terra, na constelação da Serpente.

Turismo Espacial Prestes a Arrancar!

A Virgin Galactic caminha a passos largos para iniciar o turismo espacial. Depois de 3 testes de voo realizados com sucesso nas duas últimas semanas, as viagens ao espaço podem arrancar já no próximo ano, em 2012.

Mais Evidências da Passagem de Água em Marte?

A cratera Terby, em Marte, com cerca de 170 km de diâmetro, tem nas suas bordas um complexa e interessante conjunto de camadas de rocha sedimentar, cuja formação tanto pode ter sido provocada por vento ou água – sendo que a cor e possível composição destes sedimentos apontem mais para esta segunda hipótese de milhares de anos de submersão em água líquida.
 Esta imagem, em cores falsas para evidenciar detalhes, foi captada pela HiRISE, um instrumento a bordo da Mars Reconnaissance Orbietr e leva a crer que as camadas sedimentares foram o resultado da presença de água. A cratera Terby já foi considerada como hipótese de aterragem para o Mars Science Laboratory, mas foi entretanto descartada. Continua, contudo, como um local de superior interesse para uma futura missão ao planeta vermelho.

O Eclipse Lunar em Fotos

O Eclipse Lunar total de ontem, o maior dos últimos 11 anos com 1h40m de duração na sua fase total, foi visto um pouco por toda a Europa, Ásia, África e Oceânia (não foi observável a partir dos EUA). Em baixo deixamos uma compilação das melhores imagens captadas da Lua a ser escondida pela sombra da Terra. Para apreciar:








 O próximo eclipse lunar ocorrerá no dia 10 de Dezembro de 2011, embora com uma duração bastante mais curta (cerca de 51 minutos, ao contrário dos 100 minutos deste).